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A Fantástica História (ou Estória) de Fulano

Fulano era gente fina. Disseram que era um cara no melhor estilo boa praça, que parecia ser o conjunto de todo tipo de qualidades possíveis. Sabia falar bem, era inteligente, esperto, sagaz. Lidar com pessoas era sua melhor habilidade. Era um manipulador e todas as pessoas em volta eram marionetes. Mulheres então, nem se fala. Já teve da mais selvagem a mais tranquila, da mais espontânea a mais calculada, da mais feliz a mais melancólica, da mais “bonita” a mais “sem graça”. 

Ele amou cada uma delas. Fulano tinha uma forma muito peculiar de guardá-las na memória: ele fazia a pintura de cada uma. O tempo da fabricação da obra era o tempo que durava o relacionamento (se ele estivesse gostando demorava um pouco mais na arte). Ele emoldurava cada quadro e pendurava num quartinho. Não se sabe ao certo quantos quadros ele tinha, mas me disseram que já cobriam as quatro paredes. 

Fulano não estava bem. Quanto mais o quarto enchia, mais o coração dele esvaziava. Desapareceu e o que aconteceu com ele ninguém sabe. As lendas são várias, por exemplo, alguns dizem que todas as mulheres que ele havia deixado se uniram para acertar as contas com ele e que morreu com várias facadas. Outros dizem que ele ficou com saudade de todas elas e as levou para o Sudão, onde pode se casar com todas. E ainda há um final que não é bem um final, pois disseram que ele se cansou de tudo aquilo e foi dar um sumiço nos quadros, mas no caminho pro lixo conheceu uma obra prima que valia por todas as outras.

10 comentários:

Claudia Lis disse...

Nossa, o que será que realmente aconteceu? Mas o que mais me doeu foi imaginar as obras sendo jogadas fora. Ai que dor! Se bem que as vezes precisamos renovar e renascer não é mesmo? E como você mesmo disse, ele pode ter conhecido uma nova obra que valia por todas as outras. E isso é bom!

* Desculpe a demora de passar por aqui. É que minha vó faleceu na manhã de Natal e o mês de dezembro foi meio complicado, mas com o tempo e equilíbrio tudo se ajeita.

Beijos

Lua Durand disse...

Fulano, prefiro acreditar no ultimo final, uma obra que valia mais que todas.

todas.

Fulano me lembra muito Nêgo Romeu, Ronaldo e João Ninguém.

Fulano.

irmão de Sicrano, Beltrano.


beijos, au revoir.

Jéssica V. Amâncio disse...

Ah que legal, esse Fulano era pilantra hein?! Aposto que morreu com várias facadas...
Ninguém pode com mulheres revoltadas.. hahaha

:]

Beijoss.

Jeniffer Santos disse...

eu tenho uma opinião..
acredito q ele tenha se apaixonado de verdade...
não queria perder a fama de galinha ...
e fugiu p bem longe com sua amada...


xD


feliz ano novo!

beijos!

Amanda Bia disse...

muito bom! queria saber o que aconteceu com ele! ele devia ser muito sozinho, né?!
beijos!

Claudia Lis disse...

O Helder,

Gostaria muito que você me fizesse uma visita hoje! Passa para comer um bolinho no aniversário do LIS’UPGRADE.
É festa!

\o/

E Feliz Ano Novo!

Eu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nova por aqui disse...

Sugestão de final: quando não sobrava mais nenhum pedacinho vazio de parede, os quadros ganharam vida, e as mulheres que ele amou continuaram pra sempre puxando o pé dele todas as noites.

Muito bom o blog! ;-)

subby disse...

esse eh divino! e parece que foi ontem que eu o li sentada naquela velha sala.. toda impressionada com a inteligência do garoto!

e eu já disse que prefiro o final que ainda não terminou.. não eh?
:D

grande beijo!

Laís Freitas disse...

Hahaha. Gostei demais!

Fulano parecia esperto, mas se atrapalhou no meio do caminho. Não se deve cultivar a imagem, se deve cultivar o amor, ou amores. Amar nunca é demais, nisso ele estava certo, descartar amor é que é o problema. Não se descarta amor. No máximo, se transmuta o amor, só pra não perder o sentimento... Mas quem sabe num desses finais ele tenha aprendido que não se congela amor em imagens.

;)