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Cadê o Míope? / Texto-presente

Cadê o Míope?

Galeera! Como escritores, vocês sabem que tem uma coisa chata que às vezes nos atormenta: falta de inspiração. E eu estou com essa pequena doença que está aliada a falta de ânimo. Creio que meus textos surgem de minhas experiências com a vida, ou o que eu gostaria que acontecesse nela. E por falar na minha vida, ela anda meio mecânica, sei lá.
Eu vou continuar tentando escrever, como fiz até agora, mesmo não dando muito certo. Acho que o Daniel, um amigão que fiz aqui, acertou quando disse que o Hélder desses textos anteriores já se foi e que eu tenho que buscar algum outro.
Enfim, Lucas, um outro amigo blogueiro fez um texto de presente pra mim, que, de acordo com ele, é a minha cara. Não a cara do Hélder real, mas a do fictício, imagem criada através desse blog. Divirtam-se, que eu vou tentando abrir minha mente aqui, quem sabe até batendo a cabeça em algum lugar.
Agradecendo aos comentários da galera, e ao selo que a Rê (Rabiscos) me deu: "Olha que blog maneiro!". Brigadão! ;D

Texto-Presente
Fim das férias, graças à Deus!

Quase março. Finalzinho de fevereiro pra ser mais exato. Ele não estava afim de fazer, mas sem opção: fez. E começou desse jeito: Essas férias não foram muito diferentes de todas as outras. Talvez um pouco, não sei. E esse pouco não se dá a uma viagem surpresa ou coisas do tipo. É que foi a primeira vez que, nas férias escolares, eu quis que tivesse aula.

A professora parou pra ajeitar os óculos — que já estava na ponta do nariz. Quis dar atenção para aquele texto, que, não se sabia o por quê, parecia interessante.

Sabe, ultimamente algumas coisas estão perdendo a graça. Ou serei eu o sem-graça? Talvez. Não quero mais brincar com meus primos lá no sítio, por exemplo. Pique - esconde, pega-pega, rouba-bandeira, é super legal! Sim! Mas no momento estou afim de brincadeiras novas, um pouco mais sérias, se é que a senhora me entende, professora. É estranho. É alguma coisa que agora não sei te explicar, mas só sinto quando não venho pra aula. Dias de chuva, feriados, fins de semana e afins. Apesar de que em um fim de semana desses eu encontrei com ela no shopping. Aí fiquei estranho de novo, mas bem diferente do estranho-ruim. Sorri. Mas claro, não falei com ela. Fiquei de canto, sem se esconder, só acompanhando-a com o meu olhar. Pena que o meu olhar não vai muito longe; você sabe.

Ela riu, e seguiu atenta. Muito atenta. E curiosa.

Todo dia quando ela chega é a mesma coisa. Meu coração pula pro pescoço, depois pra orelha; é!, atrás da orelha. Pulsa forte e sinto minha bochecha enrubescer. Ninguém percebe, ainda bem. Inclusive acho até que ela não me perceberia nem se minha testa ficasse roxa, minhas pernas se esticassem e meus olhos pulassem pra fora; pois é exatamente isso que acontece. Todo dia. A mesma coisa. Quando ela chega.

Isso tem nome? É crônico? A senhora que é mais sabida deve saber explicar. Se souber, dê-me uma aula disso, por favor. Prometo tirar notas ótimas nessa tal matéria. Falando em notas, desculpe-me pelos seis, cincos e aquele três em química. É que ando meio desatento nas aulas. Depois que ela chega, fico, como diz meu primo, "com o zóio fora da cabeça".

Estou bem melhor agora, que março chegou e eu tenho um ano inteiro pra tê-la aqui, pertinho, em silêncio.

Fim das férias; graças à Deus.

Depois tomou fôlego. Quase faltou ar pra concluir a redação. Entregue, voltou pro seu caderno cheio de pequenos desenhos nos cantos das páginas, que ele jurava ser rabiscos, mas pareciam mais corações e flechas. Riscava enquanto ela brilhava. Sim, ela brilhava. No meio disso, percebeu o olhar da professora encontrando o seu. Estava sorrindo de canto, estranha. Aí não demorou e lá veio ela, meio desajeitada pelo corredor. Ele não entendeu, mas teve a forte impressão que, antes dela devolver-lhe a redação, ela piscou com o olho direito. Uma piscadela? Estranhou. Mais ainda quando não reconheceu a sua folha. Era outra caligrafia. Bem suave, leve, com os pingos dos ís bem redondos; alguns até em formato de coração. Ele logo reconheceu: era dela. Ela sempre escrevia assim na losa. Precisou de outro fôlego pra ler, e leu assim: Essas férias não foram lá essas coisas. Senti que ficou faltando algo. Na verdade não acho que é 'algo'; é alguém...

Por Lucas, Conversa Oca.

9 comentários:

Dannyell disse...

Gostei muito do presente que voce ganhou, o cara tem talento.

Quero frisar que não disse que não possuia mas talento, ao contrário, penso que voce escreve muito bem, e deve manter nesse caminho.

So que eh possivel alcançar resultados diferentes trabalhando na mesma coisa.

Não olhe pra tras tentando repetir os resultados que um dia obteve, mas correr atras do que vem pela frente.

Sendo na escrita ou em qualquer outra area, seja feliz hoje e esqueça o ontem, a menos que seja so para as boas lembranças..

Forte abraços do seu amigo.

J. Caribé disse...

Meu Deus, como as coisas mudaram por aqui! Mas confesso que gostei muito mais assim.
Beijão.

disse...

eu tb sofro de vez em qnd com falta de inspiração, parece q td some. Engraçado q eu sinto o msm, o meu eu do começo do blog sumiu... vai entender. Boa sorte aí e q sua inspiração volte logo ;)

Srta. Festa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Srta. Festa disse...

Pois é meu caro amigo Míope não é só você que vem sofrendo com isso. Faz tempo que estou com os sintomas dessa coisa incomoda que se chama: "Bloqueio Criativo". Mas assim, essas ideias que costuvam estar na cabeça da gente simplesmente resolveram tirar férias ou alguma coisa assim, eu estou procurando as minhas, já tentou olhar debaixo da cama?

Eu queria um presente assim também.

Luifel disse...

Rapaz, crise de inspiração é coisa normal! Todo mundo ja teve um dia e, se não teve, vai ter.

Abção e esperando o retorno!

Lucas disse...

: )

Janaina Martins ' disse...

' Lindo o texto (:

memoriasealem disse...

Parabéns pelos presentes cara..
abraços
t+