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Achados e Perdidos #2.1

(Se não leu o começo do caso, clique aqui)

- Eu perdi minha juventude.

Benjamim arregalou os olhos, surpreso. Ao perceber que exagerou, Edgar voltou a se sentar.

- Bem, isso é algo bastante precioso. – Disse Benjamim tentando disfarçar sua alegria pelo grau de dificuldade desse novo trabalho.
- S-sim. E eu sei disso pela pior forma possível. Agora diga se pode me ajudar, por favor. Pagarei o que for necessário...
- Fique tranquilo, Sr. Edgar, nós aceitamos.
- S-sério?
- Claro, nós somos profissionais.
- V-vou confiar.
- Garantimos. Agora eu preciso que você me conte como perdeu sua juventude.

A tristeza voltou aos olhos de Edgar, que disse:

- Eu me perdi no tempo e quando me dei conta, já era adulto. Quase não tive amigos, os poucos que me aguentaram eu não soube conservar. Tive uma namorada a qual não dei atenção. Não ouvia música, não dançava, não sorria. Isso para mim era o mais importante: estudar e trabalhar. A verdade é que todo dinheiro que tenho hoje não paga uma só parcela da minha vida.

- Compreendo... E hoje você percebe que inverteu a ordem das coisas.

- Exatamente...

Benjamim percebeu a necessidade de Edgar: ele queria recuperar pelo menos um pouco daquilo, mesmo que fosse algum faz-de-conta.

- E quanto ao pagamento? – Perguntou Edgar, de repente.
- Veremos isso depois. – Respondeu Benjamim, despreocupadamente.
- Tudo bem, não poupem gastos.
- Pode deixar conosco, como disse antes, somos profissionais.
- Muito obrigado.

Após preencher algumas fichas, Edgar levantou-se com uma aparência até melhor e saiu do escritório. Benjamim permaneceu sentado em sua cadeira exageradamente grande, pensando por onde deveria começar. Primeiramente, pegou as informações a respeito de Edgar e começou a ler: “'Edgar, 41 anos, separado’. Bem, se estamos em 2010, a juventude de dele se passou nos anos 80/90. Não será nem um pouco difícil a parte da pesquisa, pois eu também sou uma fonte...”

Tendo elaborado um esboço do que poderia ser feito, ele marcou uma reunião com os coordenadores de todos os setores que poderiam ser envolvidos. Algum tempo depois, na sala de reuniões, surgiu um plano.

- E é isso. – Disse Benjamim.

- Bem, vamos fazer! Vou falar com meu pessoal. Tenho atores e professores qualificados para algo assim. – Disse Sofia, coordenadora do setor artístico, com toda sua firmeza e sensualidade naturais.

- Eu também tenho que me movimentar. Vamos ser parceiras, não é, ‘S’? Meu trabalho está muito vinculado ao seu, pelo que vejo. – Disse a simpática Anita, que cuidava das relações internas e externas.

Chuck Norris (ou Maximus), não gostava muito de falar, então, acenou positivamente. Seu forte eram as suas ações, isso justifica sua parte no trabalho: a execução.

- Estamos conversados. – Finalizou Benjamim.

(CONTINUA)

2 comentários:

Anônimo disse...

Cara, estes personagens do final... foi baseado em colegas cefetianos? Achei certas semelhanças! ausahushas
eu tava crente que era um matador de aluguel o tal Benjamim! hoohohoh

Droooooga, man! (Para identificar-me)

Gustavo Hermes Soares disse...

Chuck Norris? hahaha
o final desse episódio foi cômico!

Bem legal... achei que a história começou a revelar mais detalhes de cada personagem...
A principio, havia imagino um investigador bem diferente... mas enfim, gosto de surpresas!