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Achados e Perdidos SA #3.2

Acompanhe toda a história:

Parte I
Parte II

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Benjamim calculava as possibilidades. Recapitulou: teria que roubar documentos das mãos dos japoneses para então devolvê-los ao dono original. Quando pensava nisso, recebeu as informações que foram prometidas. Leu o e-mail, mandou mensagens convocando todos os integrantes da equipe e cruzou a sala de um canto a outro várias vezes, com uma mão no bolso e a outra no queixo.

Uma hora depois, estavam na sala de reunião: Sofia, Maximus (vulgo Chuck Norris), Anita e Escobar. Após cumprimentá-los de forma calorosa, Benjamim explicou-lhes o caso e começou a falar algumas informações do e-mail:

- Segundo nosso cliente, a entrega dos documentos da construtora está marcada para uma semana após a presente data, às onze horas da manhã, no restaurante Brazil.

- Sei onde é esse restaurante. Ele é especialmente reservado para eventos comerciais. – Disse Anita.

- Bem aqui. – Escobar mostrou o local no projetor. – Google Street View, ladies and gentleman!

- Muito bem, Escobar! Continuando: a dupla de executivos japoneses estará acompanhada de dois seguranças (lutadores profissionais de sumô) e serão transportados numa Mercedes.

- Sumô? Sério? – Perguntou Escobar.

- Não. – Respondeu Benjamim entre risadas. - Segundo o relatório, eles devem pesar por volta de 70 kg.

- Ah, moleza. – Disse Escobar, aliviado.

- Não vamos subestimá-los. Se eles são seguranças, tem seus méritos. Você ignora, o fato de que o oriente é berço de várias artes marciais? – Perguntou Maximus.

A imagem de ninjas habitava a imaginação de Benjamim desde que Ícaro os citou. Ágeis criaturas de vestes pretas e rosto coberto, espalhando kunais e shurikens para todos os lados, enquanto fazem acrobacias mortais.

- Sugiro algo que não envolva luta. Existem tantas artes mais sutis que as marciais. – Opinou Sofia.

- Ok, vamos usar a lógica. – Sentenciou Escobar.

- Calma, pessoal. Para pegar essa pasta de documentos temos como opções válidas a interceptação, a substituição, o blefe... – Disse Maximus.

Benjamim deixou de participar da conversa para pensar sozinho. Não por egoísmo, mas o fascínio pelo caso fez com que ele se afastasse dos outros automaticamente. Ao levantar a cabeça, viu Escobar deslizando em sua cadeira de rodinhas, como ele havia feito mais cedo e então sorriu.

(CONTINUA)

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