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Efeito Máskara

Ao terminar de assistir O Máskara de 1994, eu e um amigo, fascinados pelas habilidades do herói, demos giros de 360 graus enquanto descíamos a ladeira, tentando ser como ele. Não foi a primeira nem a última vez que algum filme produziu algum efeito em mim, inclusive a mesma vontade que tive de descer a ladeira como o Máskara é a que me faz escrever isso após assistir Eu Queria Ter a Sua Vida (2011). 

"Não fui eu, foi o homem de um braço só!"

Com um olhar mais crítico, Eu Queria Ter a Sua Vida é bobo, cheio de clichês, previsível, nota 6.4 no IMDb. Porém, dei umas risadas e o mais interessante: produziu algum efeito. Então, dane-se a crítica. Deixando claro que não o estou recomendando nem deixando de recomendar, quero falar do efeito. Para além do entretenimento, do fugir da realidade, os projetores exercem sua função não só na tela, mas também o fazem em nós, expectadores. 

O que você faz quando os créditos sobem? Eu pensei bastante com os de Os Educadores (2004) e Mary & Max (2009). Quis ter meu próprio Clube da Luta (1999) e dar uns socos por aí. Quase chorei com Toy Story 3 (2010), pois realmente me identifiquei com o baque da transição infância-adolescência. Procurei a trilha sonora de Pulp Fiction (1994), de Tá Dando Onda (2007), de Letra e Música (2007) e várias outras. Quis ser amigo de Ferris e ter um dia pra curtir a vida adoidado (1986). Quis ser o Batman (2008), mesmo crescido (tem coisas que não mudam), e poder fazer justiça. Não consegui chorar nem com Marley & Eu (2008). 

É o tempo dos créditos terminarem para o efeito cessar. O que você faz com as informações que recebeu é que vai determinar se perdeu algumas horas e não a qualidade da produção. Assistir Mulher Gato (2003) me fez pensar em como eu estava usando meu tempo e alertar os amigos sobre o quanto é ruim essa merda. Enfim, no filme Eu Queria Ter a Sua Vida, um dos personagens principais nunca consegue terminar as coisas, mas numa circunstância mágica, tem essa oportunidade. O efeito produzido em mim foi não ter que esperar até trocar de corpo com alguém pra que pudesse concluir algo, e aqui está o ponto final.

Caixinha de surpresas

6 comentários:

Daniel Simões Coelho disse...

No começo pensei que voce tivesse se confundido de blog, ahahahaha

Cara, posso dizer que filme bom é aquele que nos faz pensar sobre ele depois que termina, seja pro bem ou pro mal.

Ultimamente nao tenho visto nenhum dessa qualidade. Não sou amante de filmes, mas gosto de refinar os que ganharão minha atenção.

Sou do tipo que julgo pela capa, nao vi esse filme porque pelo trailer me parecia uma historia que já foi usada diversas vezes pelo cinema.

Enfim, grato por compartilhar essas coisas com agente.

Abs


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@heelder disse...

Muito sensato, meu amigo. Obrigado por compartilhar esse pensamento comigo.

Abraço!

Diego Carneiro disse...

Eu chorei com Marley & Eu.

Você nunca teve um cachorro?

@heelder disse...

Já Diegão, e chorei com a morte dela, mas esse filme... Não sei... uhauhauhahua

heelder disse...

Já @b7828d708cac7e816b70f758e4d4dc33:disqus e inclusive chorei com a morte dela, mas esse filme...

heelder disse...

Muito sensato, meu amigo. Obrigado por compartilhar esse pensamento comigo.

Abraço!