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À vontade

(26/02/2012) 

Onde você vai, minha vontade? Você me escapa entre os dedos como água da torneira. Talvez por isso ainda esteja aqui deitado em minha cama, sem dormir ou levantar e muito menos lavar o rosto. Também não quero continuar desse jeito em que me encontro. Beleza. Acabo de abrir uma espécie de fenda no espaço-tempo com esse estado não definido. Não é preguiça, não é vadiagem. Não ousaria dar um nome a isso.

A verdade é que essa caprichosa e volátil força que deixei me reger, me deixou. Aconteceu da mesma forma que veio: imprevisível. Quase enlouqueci quando a tive e por falta de tempo ou oportunidade não pude fazer o que ela pedia. Quase enlouqueci quando tive tempo e oportunidade e a perdi. As horas me arrastam pela manhã.

(05/03/2012) 

Ela voltou. Nunca avisa, sempre assim. Também não sei se foi hoje mesmo, porque ela não chega de surpresa, vai chegando aos poucos. E aos poucos, sem brigas, eu me decido por levantar, lavar o rosto e não deixo mais a água escorrer pelos dedos tão descaradamente. Eu arrasto as horas pela manhã.

3 comentários:

Alice Pio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alice Pio disse...

Eu tô aqui esperando a minha voltar. Nesse meio tempo, é bom ver que não acontece só comigo... E saber que um dia essa "volta" pode mesmo acontecer.

Excelente texto, Heldinho!

Beeijo

Daniel Simões Coelho disse...

Bem vou tentar registrar meu comentário mais uma vez...

cara, a minha já completou aniversário que se foi, mas nem me importo também, viu...

Gostei da parte da fenda no espaço-tempo, um poema quantico. Aguardo um texto sobre a quinta dimensão.

rs

Abs

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